Em definitivo concordo com aqueles que há muito tempo apregoam que existem portugueses de primeira e portugueses de segunda, com aqueles que dizem em alta voz, que meio país trabalha para outro meio e ainda mais com aqueles que gritam que existem lobys activos capazes de alterar o sentido das coisas, iludindo as multidões espalhando a confusão.
Se há coisa que este governo fez bem, e com que eu me congratulo, foram as inumeras alterações ao funcionamento dos organismos publicos, tentando desta forma torna-los mais mais activos e eficazes. Naturalmente, tais alterações não compactuam com os vicios instituidos, elevados quase “a patrimonio nacional”, que de tal valor, se sentiam até então inatingiveis e inquestionaveis, e um exemplo flagrante deste estado de coisas, era até agora, a progressão na carreira docente.
Até agora qualquer professor, tinha o direito de evoluir na carreira (entenda-se ganhar mais dinheiro a cada conjunto de anos que passava) pelo simples facto dos anos passarem, não por merito, apenas por serem professores, por absurdo (ou talvez não, porque era isso mesmo que acontecia) assistiamos a professores em “estado de atestado permanente” mas porque passaram mais uns anos, então era evidente que deveriam progredir na carreira, não obstante se durante esses mesmos anos lecionaram bem ou mal ou até mesmo se lecionaram, obviamente que “isto não se pode agora cortar”, dizem alguns, “são direitos adquiridos”, dizem outros, “fora com a ministra e com este governo autoritarista” berram com grandes megafones ainda outros.
O problema é que enquanto este “carnaval” continua, aqueles que como nós, pobres portugueses de segunda, temos que continuar a trabalhar (os que tem emprego) para que a outra metade do país possa andar amuado a brincar ás greves.
